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Dicas
 
Férias e excesso de jogos eletrônicos
 
As férias escolares estão aí, e quem tem filhos sabe que eles vão ficando agitados, pois não vêem a hora de curtir esses merecidos dias de descontração. Alguns planejam viajar, outros preferem simplesmente descansar. Mas uma coisa é certa: Playstation, Wii, Xbox e jogos eletrônicos em geral estão cada vez mais presentes na rotina dos jovens. Dados revelados durante a Eular – Reunião Anual da Liga Europeia Contra o Reumatismo realizada em Londres, em maio, apontam para o fato de que está ficando mais comum crianças e adolescentes apresentarem dores de artrite por causa do uso excessivo de videogames, internet e telefones celulares. Muitos pais começam a se preocupar com o excesso de horas que seus filhos passam nestes jogos. Fernanda Canavêz, psicóloga e doutoranda pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, dá dicas de como equilibrar o mundo real e o virtual no dia a dia dos adolescentes.

Geração Hi-Tech

Em primeiro lugar, devemos lembrar que jogos em geral são muito importantes no desenvolvimento das crianças e adolescentes, pois ajudam a vivenciar e compreender diversas situações da vida real. “O jogo é uma espécie de brincadeira compartilhada e, além de ser uma forma de diversão, é um convite à socialização, mas isso geralmente não está presente em jogos eletrônicos”, diz a psicóloga. Porém, isso não significa que sejam contraindicados. “Tudo depende da relação que o adolescente estabelece com o jogo. O que não pode é deixar que essa atividade tome todo o tempo e a energia dele”, ela complementa.

Cuidado com os excessos

Férias são férias... Não tem problema se ele quiser passar um tempo a mais jogando, é divertido, distrai, estimula a criatividade... Mas fique atenta se isso não atrapalha outras atividades do dia. O excesso de games, computador e televisão contribui para o sedentarismo e a obesidade. É aquela velha história: tudo o que é demais se torna prejudicial. “Se o adolescente estabelecer uma relação de exclusividade com o jogo, ou seja, se essa prática for excessiva a ponto de ele deixar de realizar atividades importantes, é possível que traga consequências”, alerta Fernanda. Então, repare se as demandas do cotidiano não estão ficando em segundo plano. É essencial que não tome o lugar de outras coisas importantes, como estudar, fazer refeições, ter um momento para o encontro com amigos e familiares, descansar, dentre outras.

Bom senso

“Estabelecer limites é sempre saudável”, afirma Fernanda. Cabe aos pais, que conhecem seus filhos, de acordo com o bom senso, decidirem quanto tempo é permitido dedicar aos games para que a situação não fuja do controle. Converse com eles e explique seus motivos, um bom diálogo é sempre a melhor saída.

Ofereça alternativas

De nada adianta proibi-lo de jogar e não oferecer nenhuma alternativa em troca. “É importante que o adolescente tenha outras opções de lazer, para diversificar a maneira com a qual utiliza o seu tempo livre, além da possibilidade de conviver com seus amigos e familiares”, diz a psicóloga. Você pode promover encontros com os amigos dele ou aproveitar para passar mais tempo em sua companhia. Procure opções esportivas e culturais na sua cidade, geralmente as ofertas aumentam nesse período. Use a criatividade.

Jogos eletrônicos não são vilões

Se ele não consegue desgrudar dos games ou do computador, é importante mudar o ambiente, apresentar outros espaços de lazer e convivência. “Lembre que o jogo, por si só, não tem o poder de fazer com que alguém não consiga parar ou mude de comportamento. É comum, por exemplo, encontrarmos discursos que elegem jogos eletrônicos como a causa para comportamentos violentos por parte de adolescentes”, enfatiza a especialista. A questão é muito mais complexa, e se o jovem estiver ficando agressivo é provável que as razões para que isso ocorra estivessem presentes antes da chegada dos games. Fique atenta.
 
 
 
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